Óleo de palma: consciencializar a produção ou eliminar o consumo? – Serradas Sabão Original
¡Hola! ¡Reciba sus pedidos dentro de 2-3 días hábiles! Descuento de 10% en la primera compra superior a 25€, código EspañaSerradas
¡Hola! ¡Reciba sus pedidos dentro de 2-3 días hábiles! Descuento de 10% en la primera compra superior a 25€, código EspañaSerradas
Carrito 0

Óleo de palma: consciencializar a produção ou eliminar o consumo?

Óleo de Palma

O óleo de palma, também conhecido por “Azeite de Dendê”, provém do fruto de uma palmeira – o dendezeiro. É uma palmeira com origem africana que foi “levada” para países onde o clima é favorável ao seu desenvolvimento. Atualmente, os maiores cultivos de óleo de palma são na Malásia e na Indonésia, cerca de 90%. A parte menos boa é que apenas cerca de 19% é certificado como sustentável pela RSPO (mais à frente falo sobre esta certificação). Uma consideração que nos faz pensar é que o óleo de palma está presente em cerca de 50% dos produtos embalados existentes no mercado, a nível mundial.


Quantidades produzidas: óleo de palma vs outros óleos

Uma grande preocupação sobre a produção do óleo de palma (e que de há uns anos para cá tem criado alguma polémica) é a destruição das florestas, em massa, para expandir e aumentar o cultivo deste óleo. No entanto, é de referir que é muito mais importante a consciencialização para o consumo de óleo certificado do que a excluir produtos no nosso quotidiano que contenham óleo de palma (com certificado RSPO). Uma vez que, a níveis ambientais, destroem-se muito mais área de terra para cultivar menores quantidades de óleos vegetais. Para teres uma ideia, como referi no início do artigo, é preciso até nove vezes mais terra no cultivo de outras oleaginosas para produzir a mesma quantidade de óleo. Então, este é um dos aspetos positivos na produção do óleo de palma: a quantidade que é possível obter da plantação em relação a outros óleos vegetais. Consequentemente, a área de terra necessária para cultivo é muito menor para produção do óleo de palma. O aspeto menos bom é que quanto maior a área de produção, mais necessidade há de retirar habitats das espécies animais que vivem nas florestas (como o caso dos orangotangos) ou de população que ali habita. Então, para que se possa manter a produção de forma que os óleos vegetais não ganhem mais força uma vez que são mais prejudiciais ao ambiente e à saúde, é necessário que a produção do óleo de palma seja controlada e respeitada. Não só respeitando as espécies que habitam nas áreas florestais como também os direitos humanos, não alimentando conflitos sociais pelas terras e recursos nas populações que habitam as áreas de interesse para cultivo.


Extinção de espécies e desflorestação

A extinção de espécies como os orangotangos, é também preocupante. Estes seres vivem nas árvores das florestas, passando os dias pelas árvores a comer frutas. Se lhes tiramos as árvores para exploração de madeira ou cultivo nesses terrenos, vamos estar a tirar-lhes a “casa”. Estamos a destruir o seu habitat. A preocupação ambiental não parte apenas de reciclar ou de poupar água. É necessária alguma empatia, e nestes casos devemos pensar que acabar com as florestas onde habitam estas espécies é o mesmo que alguém se lembrar que quer cultivar no local onde estão as nossas casas e por isso vão destruir todas as casas/zonas de comércio na área. Vão tirar-nos o nosso habitat.

Sendo que, os orangotangos, habitam nas florestas da Malásia e Indonésia é possível relacionar a extinção desta espécie com a produção massiva de óleo de palma, que provém maioritariamente destes países. A velocidade com que estão a destruir florestas naturais para cultivo é preocupante, sendo a maior percentagem de receita destes países proveniente da exportação do óleo de palma.

Contudo, relembro que a desflorestação para cultivo de outras oleaginosas é muito superior, acabando com muitas outras espécies. Então, podes perceber que ajudar o ambiente, neste caso, não passa por deixar de parte os produtos que incluem óleo de palma como ingrediente. Deves, sim, optar por comprar produtos que contenham o óleo de palma com certificado RSPO. Desta forma, garantes que existem produções mais sustentáveis, sem violar os direitos humanos e ambientais, de forma a incentivar os produtores a melhorar as suas práticas de cultivo.


Afinal, em que consiste o certificado RSPO? 

Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO), é uma organização, formada em 2004, que pretende garantir o cumprimento da lei e incentivar práticas sustentáveis na produção de óleo de palma e, consequentemente, promover o crescimento e uso de produtos que contém óleo de palma. Os produtos que queiram celebrar um contrato com esta organização têm a sua produção certificada, mas para isso é preciso que se verifique que cumprem com os requisitos exigidos. Alguns desses requisitos são:


  • Cumprir as leis e regulamentações locais e internacionais
  • Compromisso comprovado com a variabilidade económica e financeira a longo prazo
  • Uso das melhores práticas agrícolas pelos produtores
  • Responsabilidade ambiental, incluindo a preservação de recursos naturais e biodiversidade
  • Consideração responsável pelos funcionários e comunidade afetada pelo cultivo ou produção
  • Gestão responsável de novas plantações

Com a obtenção deste certificado, as empresas responsáveis pela produção de óleo de palma podem vender o óleo a outras empresas que utilizem o óleo na sua produção, seja alimentar, cosméticos ou sabonetes (como é o meu caso). Ao adquirir o óleo de palma com certificação RSPO, estamos a vender os nossos produtos certificados e, simultaneamente, estamos a promover um planeta melhor, mais sustentável e a cuidar da natureza e dos recursos que ela nos dá. A partir de agora, podes ter um olhar mais crítico sobre o tema “Óleo de Palma” e perceber que a exclusão do mesmo não é tão benéfico como o uso consciente.


Texto elaborado por Beatriz Parada




Publicación más antigua Publicación más reciente


Dejar un comentario

Español